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Fibria recupera grau de investimento

20/02/2014

 


Depois de quase dois anos de rígida gestão dos passivos e controle de custos e investimentos, a Fibria começou a colher os frutos dessa estratégia: a agência de classificação de risco Fitch elevou ontem a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da companhia de "BB " para "BBB-", primeiro nível do grau de investimento. As duas empresas que deram origem à Fibria em 2009 - Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP) - perderam a nota há alguns anos, em decorrência das perdas com derivativos cambiais da Aracruz.

A nota de crédito esteve no centro das prioridades e dos discursos do presidente da companhia, Marcelo Castelli, nos últimos dois anos, e a Fibria estava, na escala das três agências de classificação de risco, a um degrau do "investment grade". A melhora, segundo a Fitch, deveu-se à "abordagem disciplinada da empresa com a redução da dívida durante os últimos dois anos, apesar das condições de mercado relativamente fracas".


A classificação confirma a solidez financeira da empresa e pode sensibilizar as demais agências a revisarem suas notas, na avaliação do diretor financeiro e de relações com investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti. "Cada agência tem a sua metodologia, mas acho que já é um bom sinal", disse ele. O executivo lembrou que a Fibria veio trabalhando desde março de 2012, quando registrou a pior alavancagem do setor, para mudar esse cenário. "Criou um círculo virtuoso ao pagar dívidas e reduzir a despesa financeira, ao mesmo tempo em que a geração de caixa se beneficiou do câmbio e dos preços da celulose", afirmou.

Conforme a Fitch, a Fibria gerou mais de US$ 800 milhões em fluxo de caixa livre nos últimos dois anos e levantou cerca de US$ 650 milhões de patrimônio. Em dezembro, a dívida total da companhia estava em US$ 4,1 bilhões e a dívida líquida, em US$ 3,1 bilhões, valores que se comparam a US$ 6,1 bilhões e US$ 5 bilhões, respectivamente, no encerramento de 2011.

A agência explicou ainda que a elevação das notas deveu-se à expectativa de que a Fibria vai levar adiante a expansão da fábrica de Três Lagoas (MS). Trata-se de um investimento da ordem de US$ 2,5 bilhões, fortemente concentrado em 2015 e 2016. Isso, apesar das condições de mercado desafiadoras neste ano e no próximo em razão do início de operação de novas fábricas no Brasil e no Uruguai.

Conforme Cavalcanti, o modelo da Fitch indicou que, mesmo em caso de expansão da fábrica de Três Lagoas (MS), projeto que deve ser submetido à aprovação do conselho de administração ainda neste semestre, a alavancagem da Fibria permaneceria em torno de 3 vezes (dívida líquida/Ebitda), sem afetar a nota de crédito. Sobre os projetos de expansão ou uma eventual aquisição no setor, o diretor reiterou que os planos e o cronograma estão mantidos. A Fibria também avalia oportunidades de consolidação de ativos no setor.

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